Ergo uma rosa e tudo se ilumina... nem a lua nem o sol pode alcançar.
Serpente de luz ardente,enrroscada como caracois desde alto da cabeça até os pés.
Ao vento que sacode teus cabelos eu ergo uma rosa. E grito, como aves que o céu pontuam de ninhos e cantos.
Bato no chão e a ordem que decide pela união de anjos e demonios, santos e profanos.
Ergo uma rosa, por teu corpo, por meu corpo, por desejo e por desatino.

Ergo uma rosa contra o friu da noite que se atreve.
E da seiva da rosa e do meu sangue construo perenidade em vida longa.
Ergo uma rosa e deixo, abandono. Só dEus sabemos quanta dor de magoas e assombros.
Ergo uma rosa sim, ouço a vida cantar e as aves nos meus ombros.
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